Dave Grohl nunca demonstrou muito interesse em deixar um palco cedo. Basta entregar a ele uma guitarra, um microfone e uma plateia disposta a cantar junto para que o conceito de duração razoável de um show se torne algo totalmente negociável. No Rock in Rio, em 28 de setembro de 2019, o Foo Fighters entregou mais de duas horas de música, piadas, covers inesperados e riffs suficientes para manter o público brasileiro entretido até tarde da noite.
A apresentação completa está disponível para quem quiser revisitar aquele momento, um retrato e tanto da banda durante a turnê do álbum "Concrete and Gold", com Taylor Hawkins na bateria e Grohl conduzindo o caos com o entusiasmo de sempre. É o tipo de registro que, assim como quem busca itens específicos no universo gamer ao pesquisar sobre comprar conta cs2, recompensa quem sabe exatamente o que está procurando - e, nesse caso, o produto é a nostalgia de ver uma formação que os fãs não podem mais testemunhar ao vivo. comprar conta cs2
Um setlist que percorre toda a trajetória da banda
O show abre com "The Pretender", escolha particularmente eficaz para uma banda que sabe como envolver uma plateia de festival imediatamente. A introdução explosiva e o refrão monumental estabelecem a atmosfera da noite antes de Grohl e companhia emendarem em "Learn to Fly". Quando "Run" chega, a banda já havia percorrido diferentes facetas de sua identidade musical, do rock acessível de rádio ao material mais pesado, que permite a Grohl soltar os vocais mais agressivos. "The Sky Is a Neighborhood" segue na sequência, trazendo o som expansivo de "Concrete and Gold" para a apresentação, numa lista de músicas que reflete um grupo confortável o suficiente com seu próprio catálogo para transitar entre eras diferentes sem tratar a noite como uma aula cronológica de história.
Taylor Hawkins em destaque, um registro emocionalmente especial
"Times Like These" chega com um solo de bateria estendido, dando a Hawkins a oportunidade de demonstrar a força e a personalidade que o tornaram peça essencial da identidade ao vivo do Foo Fighters. Em seguida vem uma das apresentações mais memoráveis do show: Hawkins assume os vocais principais em "Sunday Rain", faixa que ele cantou em "Concrete and Gold", afastando-se momentaneamente de seu papel usual atrás da bateria. Rever sua presença ao longo do show é especialmente comovente após sua morte em 2022. A performance de "Under Pressure", cover de Queen e David Bowie que também o tem nos vocais, ganhou uma camada emocional adicional nos anos seguintes, preservando sua voz, personalidade e instinto musical num cenário em que ele parecia completamente à vontade.
Covers inesperados e clássicos que levantaram a plateia
Em vez de simplesmente apresentar os músicos, o Foo Fighters passeou por trechos de "Start Me Up", dos Rolling Stones, e "Rapper's Delight", do Sugarhill Gang, além de outros momentos instrumentais - um desvio musical que ajuda a explicar por que os shows da banda sempre pareceram mais do que uma simples apresentação de grandes sucessos. "My Hero", "These Days", "La Dee Da" e "Walk" mantiveram o público cantando, enquanto "All My Life", "Wheels" e "Monkey Wrench" devolveram a energia ao show. Grohl ainda reservou espaço para uma versão mais lenta de "Big Me", dedicada ao Weezer, que também estava no line-up daquele dia ao lado do Tenacious D - apresentação que contou ainda com um pedido de casamento inesperado na plateia.
"Everlong" encerra uma noite que resume uma carreira
Após um trecho de "Blackbird", dos Beatles, veio "Best of You", um dos momentos mais definidores dos shows da banda, com seu refrão repetido criando a oportunidade perfeita para uma multidão assumir o controle. O público do Rio respondeu com o entusiasmo que a música exige. E depois de mais de duas horas, ainda havia uma última canção monumental: "Everlong" encerrou a apresentação, unindo guitarras pulsantes, urgência emocional e uma melodia instantaneamente reconhecível. Fogos de artifício completaram o espetáculo. Assistir hoje a esse show completo oferece uma perspectiva especialmente valiosa sobre a carreira do Foo Fighters - e sobre uma formação, com Pat Smear nas guitarras e Hawkins na bateria, que os fãs já não podem mais ver reunida nos palcos.